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29 de dez de 2009

TOP FIVE 2009: OS MELHORES FILMES DO ANO



Fato: 2009 foi o pior ano da década para o cinema. Após passar horas tentando escolher os usuais 10 melhores do ano sem muito sucesso, decidi me ater a uma lista menor, porém bastante sincera, um Top 5 que representa o declínio criativo dos diretores e produtores. Outro grande problema que enfrentei foi perceber que ótimos filmes que poderiam entrar na lista foram lançados por aqui nesse ano, porém haviam sido feitos (e alguns até concorreram a prêmios) no ano passado. Assim como o ótimo filme sueco “Deixa ela Entrar” que foi feito em 2008, porém só foi lançado nos cinemas brasileiros recentemente.

Bom, vamos à lista:


5 – Star Trek ( J.J. Abrams)

Como pegar um conceito já tão conhecido como Star Trek e torná-lo novamente atrativo a um público moderno, sem cometer o erro de descaracterizá-lo, como Spielberg fez com Indiana Jones? J.J Abrams chamou Leonard Nimoy e trouxe de volta os personagens que tornaram Star Trek um fenômeno mundial na década de 60. Resultado: Um enorme sucesso popular entre o público jovem e o respeito dos que acompanharam os primeiros vôos da Enterprise ainda no auge do “Flower Power”.

Já está em pré-produção uma continuação, que possivelmente contará com a presença do clássico vilão Khan, imortalizado pelo saudoso Ricardo Montalban. Alguém duvida que será um sucesso?


4 – Watchmen ( Zack Snyder)

A obra de Alan Moore é até o presente momento a única saga em quadrinhos a receber um prêmio Hugo, voltado para literatura mais tradicional. Sua história além de

complexa e densa em suas idéias, mostrava-se impossível de ser traduzida para a linguagem da Sétima Arte. Zack Snyder arriscou-se e praticamente traduziu em cenas os quadros desenhados por Dave Gibbons na década de 80, conseguindo ainda criar um novo final, que muitos críticos consideram melhor que o original dos quadrinhos. Recordo-me de muitos adolescentes saindo da sessão de Watchmen e reclamando, dizendo que não haviam entendido nada, ao que um colega del

es gargalhando disse: “Pô cara, filme de super herói bom mesmo é o do Homem Aranha!”...não pude conter o sorriso ao ver que as idéias de Alan Moore continuam bastante à frente de seu tempo. Esses adolescentes provavelmente irão eleger Watchmen uma das melhores adaptações de quadrinhos para o cinema daqui a alguns anos.


3- Avatar (James Cameron)

Para o horror dos críticos chatos e empedernidos, James Cameron conseguiu mais uma vez! Sabe aqueles sonhos maravilhosos, quase lúcidos, onde você se vê podendo voar e sabendo se tratar de um sonho, aproveita para dar rasantes e acorda com um sorriso no rosto? É mais ou menos essa sensação que tive ao me deparar com o fantá

stico roteiro escrito por Cameron. No filme, por meio da ciência evoluída do futuro, um homem paralítico consegue deitar-se e ao acordar se vê no corpo de um Avatar, um ser humanóide gigantesco e que habita em um planeta fascinante, meticulosamente criado por Cameron e seus técnicos. Nesse planeta, o outrora alquebrado ex-fuzileiro consegue correr e lutar pelos direitos daquele povo. Os efeitos especiais são revolucionários e um passo a frente de qualquer outra produção do gênero. E Cameron ainda consegue incutir entre as 3 horas de produção, noções de crítica social e política, algo que ele poderia muito bem deixar de fora e amparar-se apenas nos incríveis efeitos que, por si só, já levariam uma multidão aos cinemas e aumentariam sua conta bancária ainda mais.


2 – UP ( Pete Docter / Bob Peterson)


A Pixar, como é de costume a algum tempo, consegue criar obras primas que transcendem o reino das animações e deslumbram desde os críticos mais populares até os que endeusam Godard. Com esta linda fábula eles marcaram mais um ponto, trazendo talvez a mais linda introdução da história do cinema de animação, onde por meio da música somos levados a conhecer o casal mais adorável dos últimos tempos, passando por todas as suas aventuras caseiras até o fim de sua relação. Sem medo de evocar temas tristes, a equipe por trás de UP consegue criar artifícios inteligentes para explicar a fala dos cães, quase como que mostrando a maturidade dos estúdios Disney perante um público infantil que já nasce com um mouse de computador nas mãos, muito mais questionador e exigente. A história de amor de Carl Fredericksen e Ellie é dos momentos mais sublimes que o cinema nos deixou como legado nesta década.


1 – Bastardos Inglórios ( Quentin Tarantino)

Quentin Tarantino reescreveu a Segunda Guerra Mundial e fez com que a batalha final se realizasse em uma sala de cinema. Mais perfeito impossível! Por meio da magia do cinema, somos capazes de recriar e melhorar qualquer evento. E Tarantino sabe muito bem utilizar suas referências em prol de uma boa história. Bastardos Inglórios é épico em sua escala, com uma trilha sonora que resgata Ennio Morricone. Sua divisão em episódios demonstra a cultura geral de Tarantino, sendo cada episódio realizado como uma homenagem a algum estilo específico de cinema. A primeira parte nos remete aos faroestes clássicos de John Ford e Howard Hawks, outro capítulo lembra os filmes franceses da Nouvelle Vague e seu final nos traz a lembrança Fritz Lang e seu “Metrópolis”. O cinema de terror e o “gore” mostra-se presente em várias seqüências, com a grande ajuda do diretor especializado no gênero Eli Roth. O filme também possui momentos de puro humor nonsense e diálogos excelentes, uma característica do cinema de Tarantino.

Em suma, ao abraçar o cinema como um todo, em suas mais variadas formas e gêneros, Quentin Tarantino criou uma obra sem par na história da Sétima Arte.


A todos os leitores desejo um Feliz Ano Novo, com esperança de que 2010 seja muito melhor para o cinema do que 2009 foi. Até o ano que vem!


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