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5 de jan de 2010

UM DETETIVE ELEMENTAR



Fiel ao seu autor, Sherlock Holmes de Guy Ritchie diverte sem comprometer o histórico do personagem, mas apenas isso

O Sherlock Holmes retratado no filme de Guy Ritchie é mais fiel ao original criado por Arthur Conan Doyle do que todas as versões anteriores. Isso significa que não iremos ver a clássica frase: “Elementar meu caro Watson”, já que não existe nos livros originais, tendo sido criada especialmente para os primeiros filmes. Tamanha fidelidade ao texto não significa que isso tenha feito dessa nova empreitada um filme melhor.
Por mais que os filmes antigos protagonizados por Basil Rathbone ainda mantenham seu charme e senso de aventura, eles não iam muito a fundo na história do complexo personagem criado por Doyle. O que resta daquelas tentativas é a imagem icônica de Sherlock vestido em seu roupão,com seu cachimbo, tocando seu violino e personificando uma excelência britânica, tanto em seus modos, quanto em suas atitudes.

O Holmes literário era um tanto quanto depressivo, rebelde e excelente em combates corpo a corpo, citado nos livros como tendo “um aperto de aço” e sendo “excepcionalmente forte nos dedos”. Essa faceta foi praticamente esquecida em todas as versões já realizadas para cinema e TV. Até agora.
O diretor Guy Ritchie explora a complexidade de Holmes, com a ajuda de um Robert Downey Jr. em seu auge criativo e consegue ótimos momentos, como quando vemos algumas das experiências que ele realiza em sua casa em Baker Street, quando podemos ver a química entre ele e seu amigo Dr. Watson (Jude Law), quase sempre horrorizado com a impetuosidade de Holmes.
Um dos pontos negativos na obra é a pouca química entre Downey Jr. e Jude Law, mas isso não chega a atrapalhar o andamento do filme, mas acredito que ponha em risco a possibilidade de criar-se uma franquia de Sherlock Holmes.
Outro ponto fraco foi a inclusão da personagem Irene Adler (Rachel McAdams). Irene aparece em alguns livros de Doyle, porém nesse filme representa a necessidade narrativa que atrapalha 10 entre 10 projetos de Hollywood: A de se ter sempre um envolvimento amoroso, para agradar o público feminino, mesmo que somente sirva para retardar a história.
O vilão da trama, Lorde Blackwood (Mark Strong) é um ocultista e um assassino serial que misteriosamente consegue vencer a morte e voltar à vida determinado a destruir Londres.
A visão de Guy Ritchie sobre Sherlock Holmes diverte e será uma experiência especialmente prazerosa aos familiarizados com os livros de Conan Doyle. Um bom filme de ação para se assistir numa tarde chuvosa.

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