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18 de mar de 2010

CRÍTICA: O LIVRO DE ELI

Trama perde fôlego em roteiro frio e de pouca inspiração

Por diversas vezes Hollywood utilizou o tema e cenário do mundo pós-apocalíptico em seus filmes. Tema recorrente de 5 entre 10 filme produzidos pela meca do cinema mundial durante várias gerações, falar sobre o que seria da humanidade após uma grande guerra nuclear, um cataclismo, mutações ou até mesmo o fim da humanidade como conhecemos através de algum mal, originou filmes do calibre de Mad Max, Planeta dos Macacos (a versão original), e o mais recente Eu Sou a Lenda, abriu um leque de possibilidades e apontou tantas outras sobre o tema.
Agora outro filme chegas aos cinemas nesta sexta, 19, com a missão de mostrar o fim do mundo e sua salvação sobre uma outra ótica . O Livro de Eli, protagonizado por Denzel Washington, conta a história de Eli, homem que tem a missão - ou se colocou como um salvador - de proteger um livro que pode conter a salvação da humanidade.
Claro não posso criar spoilers e entregar a trama em torno do tal livro, mas posso adiantar que o filme em si não se propôs a acrescentar nada de novo ao tema que dissertei logo acima. A trama se desenrola de forma lenta, ficando na fronteira entre a ação e o drama e ao mesmo tempo sem se firmar como nenhuma delas, o que pode cansar o maior amante desse gênero. Se tivesse optado por abordar de forma mais explicita o tema sobre o poder da religião e seus conflitos desde o início da projeção talvez apresentasse alguma novidade. Outros já se equivocaram tentando mostrar novidades em um tema batido, que o diga Kevin Costner com seu defenestrado Waterworld, um dos filmes que podem servir de exemplo de como não abordar o assunto. O Livro de Eli não chega a tanto, mas não é nenhuma obra prima.
Denzel Washington, que já nos brindou com melhores atuações com em Malcom X, neste filme repete seu fraco e repetitivo desempenho de outros filmes mais recentes que protagonizou, dando chance apenas para "malabarismos" cênicos. Atuação econômica eu diria. Por vezes se assemelha a Wesley Snipes com seu Blade (perdoem-me aqui a triste comparação). Quem salva o filme de um total bocejo de quem está na poltrona é o sempre ótimo Gary Oldman, sempre bem no papel de vilão. O ator é daqueles que nasceu para viver esse tipo, sempre colocando diferentes nuances em cada uma deles. Quem ainda não o viu (poucos, acredito) no longínquo Drácula de Copolla, deve dar uma conferida para saber do que estou falando.
No mais, O Livro de Eli é bem realizado esteticamente, mas até mesmo isso pode acabar cansando o mais atento cinéfilo da poltrona.

Cotação: 7,0/10

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