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26 de set de 2010

CRÍTICA: AMOR À DISTÂNCIA

 Entrosamento dos protagonista salva o filme e entrega uma comédia leve e divertida

Por André Moreira


O cinema americano de ano em ano lança mão de suas comédias românticas e previsíveis para encantar o público carente desse seguimento, visto o manancial de filmes derivados de quadrinhos que dominam as telas e devem permanecer durante mais alguns anos nessa posição. 

Felizmente, apesar de em sua maioria o gênero penar com roteiros esdrúxulos e de pouca inspiração, de tempos em tempos surgem boas opções nas telas. É o caso de Amor à Distância (Going the Distance) protagonizado pelo casal – isso mesmo, eles namoram na vida real – Drew Barrymore e Justin Long.

A dupla conseguiu transpor para o filme a boa química da vida real e segura suas interpretações sem forçar a barra esbanjando carisma em um filme permeado por situações que brincam com o próprio gênero – que inclusive a própria Drew Barrymore protagonizou por diversas vezes – e as referências a clássicos oitentistas como Top Gun – Ases Indomáveis. A trilha sonora, aliás, é um charme a mais, com The Cure, entre outros. Nada de músicas açucaradas e insossas compostas especificamente para esse tipo de produção. Com isso foge do óbvio, o que pode agradar mais aos homens que forem conferir o filme com suas parceiras e trás mais um especial interesse para a história ali contata para quem já passou dos trinta e viveu esse época. Vale destacar a participação de Christina Applegate, Jason Sudeikis e Charlie Day (este ótimo por sinal) que garantem bons momentos. O que seria de uma comédia Romântica sem os amigos engraçados do casal?

Na trama Erin (Drew Barrymore) e Garrett (Justin Long) viveram um tórrido romance de verão sem o menor compromisso e foram cada um para o seu canto. Ele ficou em Nova York e ela foi para São Francisco. Só que aí veio a vontade de continuar se vendo, mas os amigos e a família não dão a menor força para este relacionamento ter continuidade. Sem contar que existem as tentações inesperadas, as muitas mensagens de texto, recados sensuais e telefonemas até altas madrugadas.

Mas se o interessante do filme dirigido por Nanette Burstein (American Teen) é imaginar o fim desse dilema amoroso/profissional que pode afastar de vez o casal, seu fim é justamente o ponto negativo do longa com um final banal tal qual a maioria das comédias românticas, perdendo a oportunidade de ser um diferencial em um gênero muitas vezes “cansado de guerra”. Apesar disso vale a pena conferir.

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