Top Ad 728x90

23 de out de 2010

CRÍTICA: PIRANHAS 3D

Por André Moreira

Não há como negar que filmes de estilo trash tem seu charme e divertimento. Indo na contramão de blockbusters de ação e terror que se esmeram em garantir a atenção do público através de efeitos especiais de última geração e algum conteúdo no roteiro, as produções chamadas trash pouco se importam com tais fatores e apontam para o que seu público realmente quer: diversão.
E seguindo esse padrão, chegas às telas de cinema Piranhas 3D, revivendo e revitalizando um estilo que estava esquecido há tempos. Tendo como inspiração direta o clássico trash setentista e pouco reconhecido Piranhas (este dirigido por Joe Dante, que anos depois assinaria a direção de Gremlins, sucesso dos anos 80), Piranhas 3D nada inclui de novo no gênero e neste ponto está seu acerto. Sem a intenção de se tornar um grande filme, o longa sanguinolento de Alexandre Aja navega no nonsense, distribui sangue para todo lado, apresenta mortes improváveis – em sua maioria de jovens, bem no estilo trash – e efeitos propositalmente toscos e nenhum aprofundamento dos personagens.
Quando um tremor abre uma caverna embaixo do Lago Vitória e libera um cardume de piranhas agressivas. A região está recebendo uma grande quantidade de estudantes de férias, o que traz mais potenciais vítimas para os peixes assassinos.
Aja entrega um filme assumidamente trash e não tem vergonha disso. E coloca um charme a mais ao homenagear clássicos do gênero e de outros através da presença de Richard Dreyfuss, Christopher Lloyd e Elizabeth Shue (esses dois últimos remetendo propositalmente a outro clássico oitentista, mas não entrarei em detalhes para não estragar as surpresas). Piranhas 3D diverte até o mais exigente dos cinéfilos e abre caminho para uma já acertada continuação para 2012.

0 Comentários:

Top Ad 728x90