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4 de nov de 2010

CRITICA: ONDINE

Colin Farrel retorna em boa forma com "Ondine"

Por André Moreira


Um conto de fadas incomum e moderno. Assim é Ondine, filme estrelado por Colin Farrel que chega às telas nesse fim de semana. Neil Jordan (Valente) arrisca-se me torno de mitos e lendas, uma espécie de adaptação moderna do mito da sereia, tão popular no mundo ocidental. 

Syracuse (Colin Farrell), um dia descobre uma misteriosa mulher chamada Ondine (Alicja Bachleda, linda) numa das suas redes, acreditando que esta é uma sereia, ou melhor, uma selkie, criatura mitológica do folklore irlandês, uma mistura mágica entre foca e mulher, segundo o mito celta.

Nessa dúvida entre o mítico e o real que se constrói a trama que navega muito bem com Colin Farrel em sua melhor forma. Ondine consegue seu intento por nos colocar em frente a nossas crenças no sobrenatural – leia-se lendas populares – e o questionamento de o quão elas são capazes de influir em nossas decisões. Um misto de realidade e ficção tão presente no imaginário popular de qualquer povo e no longa bem desenvolvido a contento. 

O maior desafio de Jordan foi conseguir um correto equilíbrio entre o mundo mágico e o real. E isso o diretor acertou em cheio. Ao assistirmos temos a clara visão que a história se desenrola no mundo real, com todas as suas mazelas, problemas e defeitos dos seres humanos, mas ainda ficamos na dúvida se o que está sendo apresentado ali realmente não seria um verdadeiro conto de fadas. E essa dúvida dentro da trama é um catalisador para o desejo de mudança dos personagens e de toda a trama. O longa ainda conta com a bela fotografia de Christopher Doyle, o que imprime nas imagens o tom melancólico que o filme precisa.

O único senão do longa fica justamente para seu final, onde Jordan leva o filme para um desfecho digno do clichê hollywoodiano, colocando toda a narrativa utilizada até então em segundo plano e jogando o filme em seu desfecho menos surpreendente e óbvio. Infelizmente.

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