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13 de dez de 2010

CRÍTICA: ENTERRADO VIVO

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Enterrado Vivo é o primeiro filme do diretor espanhol Rodrigo Cortés
Ryan Reynolds se destaca em thriller claustrofóbico

Por André Moreira


Enterrado Vivo (Buried) tem conquistado boas críticas desde o festival de Sundance deste ano.  E não é para menos. Partindo de uma simples premissa o diretor Rodrigo Cortés consegue tirar proveito de uma simples narrativa sem repetir fórmulas. O diretor espanhol faz uma boa estréia e aproveita da melhor forma o limitado orçamento (3 milhões de dólares) com esse filme claustrofóbico que parece ser a nova tendência de Hollywood, vide o ainda inédito e já aclamado 72 horas do diretor Danny Boyle. 

Paul Conroy (Ryan Reynolds) desperta amarrado e amordaçado naquilo em que ele logo percebe ser um caixão. Enterrado vivo a muitos metros abaixo do solo, o caminhoneiro que prestava serviço para uma empresa americana no Iraque, precisa tentar rapidamente escapar de sua prisão, mesmo sem ter muita alternativa. De posse apenas de um celular, uma lanterna, um pequeno cantil e um isqueiro, Conroy corre contra o tempo.

Ryan Reynolds, que vive o protagonista Paul Conroy, finalmente parece à vontade fora de seu ambiente de comédia. O ator domina a cena e passa de forma correta toda a tensão que o personagem exige. Enterrado vivo pode ser um divisor de águas na carreira do ator, sempre limitado a comédias por vezes duvidosas. Mas ele vai precisar enxergar além desses filmes encomendados de Hollywood para traçar uma boa e longeva carreira no cinema sem ficar “confinado” a papéis medíocres. 


 Com uma narrativa ousada para os atuais padrões do cinema atual onde os efeitos digitais parecem tomar a vez de bons roteiros, Córtes se mune apenas de um filete dramático, onde filme único e limitado cenário parece ser o personagem coadjuvante ganhando vida e onde o diretor teve como principal e competente aliado o diretor de fotografia Eduard Grau ( de Single Man), que conseguiu imprimir o ambiente claustrofóbico que ao longo da projeção parece saltar da tela e incomodar o público, que com certeza se sentirá “aprisionado” junto com o protagonista. As conversas de Conroy com outros personagens (que surgem durante todo o filme através de vozes via celular) aumentam ainda mais o clima de suspense e tensão e suas ausências físicas gera o contraponto necessário para o filme crescer em proporção. Os diálogos entre Eles e Paul também conseguem espaço para criticar a política de guerra adotada pelos Estados Unidos, o que ajuda o filme a não ficar com um tom superficial. Enterrado Vivo consegue provar que mesmo com um orçamento apertado é possível criar um bom filme.

3 de dez de 2010

GABRIEL BRAGA NUNES ASSUME PAPEL DE FABIO ASSUNÇÃO

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Por André Moreira

O tempo era curto para tapar o buraco deixado pela saída inesperada de  Fabio Assunção do elenco de Insensato Coração, novela de Gilberto Braga em que o ator vivia o vilão da trama. E as opções eram poucas. Foram cogitados para o papel os atores Du Moscovis, Rodrigo Santoro, Caco Ciocler e até mesmo Selton Mello, hoje avesso a produções do gênero. Mas coube ao improvável Gabriel Braga Nunes (nada contra ele, pois é um bom ator e tenho certeza que dará conta do recado) a missão de assumir o papel do filho mais velho de Antonio Fagundes na trama que substituirá Passione no horário nobre. 
Depois de uma passagem pela Record onde esteve no elenco da péssima trilogia mutante e de Poder Paralelo de Lauro César Muniz, Gabriel voltou recentemente à tela da Globo em uma ótima atuação em As Cariocas, coincidentemente dividindo a cena com Paola de Oliveira, atriz que também foi chamada às pressas para substituir outra atriz do elenco, Ana Paula Arósio. Gabriel começa a gravar na semana que vem. Agora a pergunta que não quer calar: Quem mais irá abandonar o barco de Insensato Coração?

CRÍTICA: MEGAMENTE

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 Megamente mostra o amadurecimento da Dreamworks no campo da animação

Por André Moreira

A estréia de Megamente (Megamind) pode colocar a Dreamworks em um território perigoso dado o sucesso desse gênero (super-heróis) anos atrás com Os Incríveis da concorrente Pixar, mas representa o amadurecimento técnico do estúdio de animação. Brincando desde o início com o universo e arquétipos dos heróis e vilões, Megamente tenta ir além do conquistado em termos de roteiro por Os Incríveis.
"Megamente" é o mais brilhante super-vilão que o mundo já conheceu. E o mais fracassado. Durante muitos anos ele tenta conquistar Metro City de todas as maneiras imagináveis. Cada tentativa é um fracasso colossal graças ao super-herói encapado, conhecido como "Metro Man", um herói invencível até o dia em que Megamente realmente mata Metro Man durante a execução de um de seus atrapalhados planos diabólicos.
Se no campo de efeitos visuais os produtores desse divertido longa animado se saem bem, no roteiro Megamente consegue se sobrepor a outras obras do gênero, apesar de ficar um passo atrás do desenho da família heróica. Talvez, em parte, por “roubar” descaradamente elementos famosos de Superman, primeiro grande super-herói dos quadrinhos, Megamente soe como algo que já vimos antes em sua primeira meia hora. O impulso da animação se dá após isso, quando o vilão ganha novos contornos e assume o lugar de protagonista. Daí para frente as situações em cima do arquétipo de heróis e vilões oferece os melhores momentos do desenho, sem se repetir em nenhum momento. Citações a clássicos do cinema acrescentam os melhores momentos da trama, que vai crescendo em dinamismo.
O personagem título, engraçado e carismático rouba a cena sem deixar espaço para que o espectador desvie o olhar da tela. A meu ver bem mais carismático do que Meu Malvado Favorito, primeira animação da Universal e que fez sucesso este ano colocando também um vilão como personagem central. Aqui a eterna luta do bem contra o mal vai além ao brincar com arquétipos estabelecidos durante anos nesse tipo de gênero. Uma sátira pop com ótima sacadas na trilha sonora que vai de Guns n´Roses a Michael Jackson, Megamente diverte até o mais carrancudo espectador. O 3d é bem feito assim como o design dos personagens. Pode não ser tão eficaz como Os Incríveis, mas é uma paródia divertida do gênero com certeza.


CRÍTICA: A REDE SOCIAL

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Um dos melhores filmes da safra 2010, A Rede Social pode ser um forte candidato ao Oscar

Por André Moreira

Sem duvida um dos melhores filmes da safra 2010, A Rede Social de David Fincher consegue traduzir como surgiu um dos maiores e milionários negócios de últimos tempos, o Facebook, rede de relacionamento de grande sucesso e que roubou uma boa fatia do mercado conquistado por outra rede de relacionamento, o Orkut. Uma história de bastidor cheia de intrigas e, por não dizer, trapaças. Adaptação do livro de Ben Mezrich, “Bilionário por acaso”, cujo  roteirista Aaron Sorkin é mais notório por produzir e escrever séries de TV de sucesso com West Wing, , A Rede Social se afasta dos habituais filmes nerds e aproxima o público de um filme com muito mais substância cênica e aprofundamento dos personagens. Focado nos personagens e suas motivações, o filme ganha em proporção tal qual a rede que serve de pano de fundo.

 A Rede Social consegue prender a atenção desde o início com diálogos rápidos e ótimas interpretações de um elenco de novos atores como Jesse Eisenberg (Zumbilândia), que consegue imprimir verdade para seu Mark Zuckerberg (criador, ou um dos criadores, daquilo que viria a se chamar Facebook) e foge dos estereótipos comuns nesse tipo de papel. Sua interpretação pode causar estranheza para alguns, mas está na medida certa. Andrew Garfield que vive o brasileiro Eduardo Saverin e luta para provar que é o co-criador do Facebook (que antes se chamava The Facebook) também está à vontade no papel e mostra que pode ser um bom Homem-Aranha, papel que conquistou recentemente e irá reiniciar a franquia do Aracnídeo. Garfield serve de contraponto para o personagem de Eisenberg. Se um é frio e calculista (Eisenberg), o outro é emoção (Garfield). E é talvez essa diferença que culmina na briga que acabou se tornando pública e deflagrou o fim de uma amizade. Até mesmo Justin Timberlake, mais conhecido como astro pop da música, se sai bem (apesar de ter alguns momentos de afetação).


Um dos pontos a favor dessa ótima produção é a direção de Fincher que intercala a cronologia dos acontecimentos sem criar um flashback didático e explicativo “tatibitati”. É importante destacar que o principal acerto do diretor é em momento algum apontar um culpado, deixando para o espectador fazer seu julgamento. Sem ser tendencioso, o diretor aponta para todas as direções, mas acerta o alvo.







CRÍTICA: SKYLINE: A INVASÃO

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Filme é uma das piores produções do gênero nos últimos tempos

Por André Moreira

Profusão de clichês e amontoado de situações esdrúxulas, Skyline – A Invasão, filme de ficção científica que chega aos cinemas este fim de semana, nada acrescenta ao gênero e mostra que mesmo um filme desse tipo precisa de um bom roteiro para prender a atenção do público. O que não é o caso dessa produção medíocre que enche a tela de efeitos por vezes duvidosos e esquece de contar uma boa história.

Tudo começa quando o governo dos EUA envia uma mensagem para o espaço, visando encontrar vida alienígena. Algum tempo depois, estranhas luzes descem à cidade de Los Angeles, trazendo pânico a população, que tenta entender o que está acontecendo. Aos poucos, uma força extraterrestre ameaça engolir toda a população da Terra. 

Ancorado por um elenco de ilustres desconhecidos e péssimas atuações, o filme patina na mesmice e não consegue explicar a quem está de olho na tela os motivos que movem os famigerados alienígenas que aportam na terra – mais especificamente Los Angeles – e começam a sugar literalmente os habitantes da cidade numa espécie de “rotorooter gigante”, além de fazer os habituais ataques. Do início ao fim o que se vê é digno dos filmes abaixo da classe B. Skyline, que faz questão de alardear em seus créditos ser produzido pelos mesmos produtores de Independence Day, só consegue ao longo de sua projeção causar o bocejo do incauto espectador. Produção lamentável e medíocre. O gênero já viveu dias melhores.

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