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4 de abr de 2011

CRITICA: BATENDO PONTO

Foto divulgação: TV Globo/ Estevam Avellar
Por André Moreira

É bem verdade que depois do fim do humorístico "Sai de Baixo" - que está em reprise e é sucesso mais uma vez no Canal Viva - que e Globo tenta emplacar um programa com o mesmo apelo popular que tanto fez sucesso na época de Caco Antibes e Cia. 

De lá pra cá foram inúmeros programas desde novos humorísticos (o mais recente SOS Emergência) até reality shows (No Limite e Hipertensão) que tentaram ter o êxito do extinto programa. Todos amargaram baixas audiências e pouco empolgaram o público, como foi o caso da série Norma de Denise Fraga, que  com baixo ibope, saiu do ar prematuramente. E claro, não deixou saudades.

Agora quem tem a ingrata tarefa de capturar a atençãodo público é Batento Ponto, humorístico que teve boa aceitação com seu piloto de fim de ano, época em que a emissora carioca testa novos formatos de dramaturgia e aponta novos caminhos para sua grade no ano seguinte. Passando no teste, Batendo Ponto abriu a temporada 2011 da Globo como uma das promessas do ano expectativas de ótimo ibope. Em parte conseguiu. Em parte porque o texto é inspirado e as atuações idem, porém o público parece não ter correspondido e se desligou do humorístico, colocando-o em quarto lugar no ibope e preferindo as peripécias estéticas e trash de Dr. Hollywood (Rede TV) e as reportagens policias do Domingo Espetacular da Record.

É claro que um novo programa precisa de tempo nos dias de hoje para ganhar o gosto do público - exemplo atual disso são as novelas - para subir pontos no ibope ao longo das semanas de exibição. O problema é se a emissora dará tempo para tanto, sendo um produto que não é necessariamente o carro-chefe da emissora mas que precisa trazer um bom faturamento.

Ficar em quarto lugar no ibope não quer dizer exatamente que o programa é ruim. É necessário reconhecer os hábitos atuais do telespectador para poder traçar a trajetória do programa. "Batendo Ponto" tem como principal "inimigo" o hábito do telespectador de assistir ao que já conhece - caso das outras emissoras concorrentes - e dificilmente se abre  para novas possibilidades. É fato de que a Globo precisa sair de sua zona de conforto e arriscar novos formatos, mas nem mesmo isso é certeza de sucesso e retorno de público. vale lembrar que "Sai de Baixo" não era um produto novo na época e se valeu de um formato tradicional e antigo que fez sucesso décadas passadas com a Familia Trapo. Nesse caso o humor tradicional fez sucesso mesmo não sendo novidade. Será que o texto moderno e atual de Batendo Ponto não seja seu calcanhar de aquiles? É algo a se pensar.

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