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14 de out de 2011

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ESPECIAL FESTIVAL DO RIO: CONTÁGIO


Por André Moreira


Gosto muito de filmes que abordam de forma realista questões a respeito do fim do mundo ou mesmo sobre determinadas formas de possíveis extermínios da humanidade. E o mais novo filme, Contágio, desse seguimento está em cartaz no Festival do Rio, evento que reúne filmes produzidos ao redor do mundo e que dificilmente devem chegar no nosso circuito comercial em sua maioria. O que não deve acontecer com essa grande produção do diretor Steven Soderbergh que em breve deve dar as caras em nossos cinemas.

Contágio segue a linha semi-documental de District 9 e é um filme estranhamente emocional, mas ao mesmo alarmante na forma como lida com um tema espinhoso, uma variante do vírus H1N1 que se espalha por todo o mundo e mata milhões de pessoas. A história gira em torno dos Centros de Controle de Doenças e da Organização Mundial de Saúde tentando obter um controle da situação.

The film starts with international traveler Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) returning from a stint in Hong Kong to Minneapolis, feeling poorly. O filme começa com Beth Emhoff (Gwyneth Paltrow) retornando de uma temporada em Hong Kong para Minneapolis, quando sente mal para em seguida morrer rapidamente. A partir daí começa a corrida para conter o surto. Encabeçando a luta é Dr. Ellis Cheever (Laurence Fishburne), diretor do CDC, e sua sincera agente de campo Dra. Erin Mears (Kate Winslet), mesmo com seus esforços a doença se espalha rapidamente para Chicago, Londres, Paris, Tóquio e Hong Kong.
Contágio é emocionante, porém e descrito por muitos como um thriller de ação, o que não procede. Mas em sua estrutura contém uma ótima sacada para contar uma história atual e próxima de nossa realidade. Gostei da forma como o diretor nos apresenta a história, viajando entre as cidades e entre o tempo e encaixando o quebra-cabeça para elucidar a trama para o público. Steven Soderbergh continua a provar que é um dos melhoras diretores de sua geração e sabe trabalhar junto com um ótimo roteiro inquietante. E como diretor de atores ele se sai melhor ainda, o que faz com que seu “contágio” faça a diferença entre tantos outros filmes que abordam esse mesmo tema. A qualidade do elenco é excepcional, apesar de Marion Cottilard ficar a margem do elenco, mas isso de fato não é culpa dela, mas da necessidade de estabelecer um equilíbrio na estrutura da história.
O pânico e a histeria crescente retratada em contágio são talvez os momentos mais marcantes no filme, tão realista que nos faz supor o que aconteceria se tal situação viesse a ocorrer. Roteiro de Burns é cativante, assustador e bem construído. E Soderbergh construiu de forma perfeita o visual com o tom exato proposto pelo roteiro. E esse realismo inquietante é a principal chave do êxito do filme.


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