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28 de dez de 2011

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CRÍTICA: IMORTAIS


Longa com visual carnavalesco dirigido por Tarsem Singh peca pelos excessos visuais e falta de carisma de seu elenco

Por André Moreira


Mais uma vez os Deuses do Olimpo servem de material para um filme com a pretensão de fazer bonito nas bilheterias. Depois do razoável sucesso de Fúria de Titãs, mais um filme com essa temática chega aos cinemas nesta sexta-feira pré-reveillon, uma data ingrata para estreias. “Imortais”, filme dirigido pelo diretor indiano Tarsem Singh (A Cela), mostra a luta de Theseu (Henry Cavill), escolhido dos deuses, para salvar a humanidade do vilão Hiperion (vivido pelo agora onipresente Mickey Rourke).


O problema de Imortais não está só na sua batida premissa, mas também no desenvolvimento do roteiro cheio de buracos, trama nada empolgante e o visual carnavalesco sempre adotado por Singh, o que tira qualquer possível identificação do público com o que está sendo encenado na tela. O Excesso de utilização da técnica do croma key na criação de cenários confere uma artificialidade que retira toda a naturalidade da proposta do que poderia ser o filme. 


O elenco pouco ajuda. Henry Cavill, que ainda não tem o carisma de um protagonista,  mostra pouca desenvoltura como guerreiro apesar do ótimo físico. Vale destacar que o ator será o próximo Superman em um filme que ainda está em produção e que estréia em 2013. Espero que faça melhor como o novo Homem de Aço, já que o desafio e cobrança será muito maior. Freida Pinto está inexpressiva tal qual no recente Planeta do Macacos: A Origem e nada acrescenta ao filme emprestando apenas sua beleza indiana em um filme sobre deuses gregos (?). O mesmo pode-se dizer do neo-galã Kellan Lutz (um dos vampiros da detestável franquia Crepúsculo). Se como vampiro o ator tem a profundidade de uma mármore o que dirá como um dos deuses do olimpo? Não era de se esperar mais de um ator mais conhecido por sua beleza exótica e músculos avantajados. Na outra ponta do panteão está Luke Evans que se restringe a fazer caras e bocas com seu Zeus pouco glorioso. Devia ter assistido a versão que Lawrence Olivier criou no primeiro Fúria de Titãs lá no ido dos anos 80 para ver como se contrói um deus de verdade no cinema. E Mickey Rourke mais uma vez faz o papel que lhe cai melhor, o de vilão, mas mesmo assim se repete mais uma vez fazendo pouco esforço para dar maior profundidade a seu Hiperion. Problema de direção? Talvez. 

 
Mas depois de assistir a Imortais fiquei com medo do que está por vir no próximo filme de Tarsem Singh, “Espelho, Espelho Meu”, a nova versão para a história da Branca de Neve que o diretor dirigiu e lança agora em 2012 com Julia Roberts encabeçando o elenco. Mas isso é uma outra história.

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