Top Ad 728x90

20 de dez de 2011

,

CRÍTICA: MISSÃO IMPOSSÍVEL 4: PROTOCOLO FANTASMA


Com muita ação e perseguição, a quarta aventura de Ethan Hunt se distância de vez da série de tv da qual teve origem

Por André Moreira

Tom Cruise parece mesmo gostar da franquia Missão Impossível. É visível seu apreço pela saga do agente Ethan Hunt dado seu empenho nas cenas de ação, não só por ter feito um das cenas principais do filme ao escalar um dos maiores prédios do mundo (em Dubai) sem o auxilio de dublês (aliás, a melhor sequência do longa), mas porque talvez essa seja uma franquia que lhe deu maior destaque em sua carreira nos últimos anos. Carreira que se tornou irregular a partir dos anos 2000. Sem emplacar um sucesso digno de seus áureos tempos, onde era talvez, o principal nome dentre os galãs de sua geração, Cruise parece ter em Missão Impossível a sua galinha dos ovos de ouro. Não é para menos, já que a bilheteria das três primeiras aventuras tiveram ótimos números. E pelo andar da carruagem Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma (Mission Impossible: Ghost Protocol), que estréia no Brasil amanhã, deve somar ainda mais nos cofres da Paramount.

Um filme de ação na maior expressão da palavra, MI4 entra no hall do melhores filmes do gênero dos últimos tempos, mas se distância de vez de sua principal fonte, a série de tv da qual teve origem. Se no primeiro longa 1996 o longa era um reflexo quase fiel da produção televisiva, já a partir do segundo – e mais fraco – longa, a coisa mudou de figura, dando pouco espaço para memoráveis cenas de ação e nada de desenvolvimento de personagens e trama, chegando a ser pouco empolgante inclusive.

Em sua terceira aventura de 2006, a saga de Ethan Hunt ainda conseguiu encontrar o equilíbrio entre a série de TV e a versão para o cinema, com um bom roteiro, boas atuações e a dose certa de ação e mantendo alguns elementos presentes na série. A quarta aventura já segue um caminho diferente e soa como um filme aparte de toda a franquia. É possível ver em Protocolo Fantasma a tentativa de Tom Cruise em dar uma identidade própria para franquia e uma nova direção, alimentando a saga com vida independente do original. Se vai dar certo a longo prazo só tempo era dizer.

Mas tantas questões não devem de fato importar aos amantes da saga de Ethan Hunt no cinema, já que sua maioria não deve sequer ter visto a produção televisiva exibida em diferentes versões entre os anos 60 e 80. O que vale para esse público é o que foi criado para o cinema. E ele não deve se queixar. Tom Cruise entrega uma quarta aventura com precisão vertiginosa e digna das grandes produções do gênero. Com Brad Bird na direção (depois de ter feito grandes animações, entre elas os elogiados Os Incríveis e Ratattouille), parece que Missão Impossível encontrou seu diretor ideal nessa nova empreitada na telona. E se MI4 é uma espécie de redenção no currículo de Tom Cruise depois de alguns infortúnios nas bilheterias nos últimos anos, para Bird com certeza é ter passado com louvor em uma prova de fogo, dada as diferenças em dirigir um longa de animação e outro em live action.

A trama tem uma premissa simples. Dessa vez veremos Ethan Hunt (Tom Cruise) ainda mais enrascado. Quando um ataque terrorista destrói o Kremlin, o governo do EUA inicia secretamente o “Protocolo Fantasma”, que acaba com toda a força-tarefa Missão: Impossível.

Mas a verdade é que Missão Impossível 4: Protocolo Fantasma trás um Tom Cruise em ótima forma em cima de seus quase 50 anos de vida e outros tantos de carreira. E a nova aventura de Ethan e cia. o coloca entra os melhores atores de ação dos último tempos. Disso pode ter certeza.

Cotação: 8,5/10

0 Comentários:

Top Ad 728x90