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23 de fev de 2012

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CRÍTICA: A MULHER DE PRETO


Daniel Radcliffe retorna às telas de cinema em um bom filme de terror

Por André Moreira


Confesso que quando soube que A Mulher de Preto (The Woman in Black), filme que estréia nesta sexta, seria estrelado por Daniel Radcliffe, julguei que esta seria uma péssima escolha para o ator da sequência a sua carreira, ainda marcada pelo sucesso da saga que o lançou ao estrelato, a franquia Harry Potter. Retornar as telas de cinema com um filme onde o sobrenatural é o principal viés da trama poderia gerar comparações ao universo fantástico do famoso bruxinho vivido por Daniel. Mas felizmente minhas dúvidas caíram por terra logo no ínicio da projeção de A Mulher de Preto, um filme de terror à moda antiga que resgata os bons e velhos elementos do gênero mesmo sem acrescentar algo de novo.

No suspense de terror, Radcliffe vive o jovem advogado Arthur Kipps, que viaja para uma região remota da Inglaterra para cuidar dos papéis de um cliente recém-falecido. Enquanto trabalha em uma isolada casa antiga, Kipps começa a descobrir seus trágicos segredos. O fantasma de uma mulher amaldiçoa a casa e todo o vilarejo.

Mesmo não lançando mão de novos elementos, A Mulher de Preto está anos luz das atuais produções do gênero que seguem desastrosamente no caminho terror pornô de péssimo gosto e disparam sangue para todos os cantos da tela, na tentativa de arrancar sustos da platéia com roteiros óbvios. O diretor James Watkins constrói muito bem o clima de suspense seguindo a cartilha da “old School” da Hammer (aqui a produtora, inclusive), criando uma atmosfera maravilhosamente assustadora cheia de sombras sinistras e ambientes escuros.

 Daniel Radcliffe está bem, apesar de achá-lo um pouco novo para o papel de um pai viúvo. Talvez um ator um pouco mais velho pudesse dar uma dimensão maior ao drama interno que seu personagem vive. Mas mesmo assim, o ator está bem em seu primeiro trabalho na tela longe do universo do bruxinho de Hoggwarts.

Diferente do livro do qual foi adaptado, a roteirista Jane Goldman (Kick Ass- Quebrando Tudo) segue para um final diferente em relação ao texto original, mas mesmo assim não compromete o resultado do filme. Outro ponto que poderia ter sido melhor explorado é a relação entre os personagens coadjuvantes, que no longa servem apenas para jogar o foco no personagem de Daniel. Não compromete, mas também não acrescenta de uma forma mais ampla.

Mesmo desta forma, a Mulher de Preto consegue ficar acima da média geral em relação ao que tem sido visto atualmente graças as atuações, a direção segura e ao visual do filme. Juntos esses elementos tornam o filme um ótimo programa. Apesar do sustos.

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