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23 de mar de 2012

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CRÍTICA: JOGOS VORAZES


Primeiro filme da trilogia promete ser novo hit entre adultos e adolescentes

Por André Moreira

Hollywood se antecipa ao fim de grandes sucessos comerciais recentes (leia-se aí as sagas Harry Potter e Crepúsculo) e a perda de uma boa fatia nas bilheterias do mercado cinematográfico se voltando mais uma vez para as pratelheiras das livrarias. E a bola da vez é o sucesso da literatura juvenil escrito por Suzanne Collins, Jogos Vorazes (Hunger Games), trilogia que ganha seu primeiro filme e estreia hoje nos cinemas brasileiros já com a expectativa de manter as bilheterias de sucesso deixada por Harry Potter e a duvidosa saga Crepúsculo (que chega ao fim este ano). Tarefa difícil e ingrata, mas que pode dar certo graças a boa produção desse primeiro longa baseados nos livros de Suzanne.


Longe do mundo mágico e complexo criado para Harry Potter por J. K. Rowling e a extrema simplicidade tatibitate de Stephenie Meyer para sua saga Crepúsculo, Suzanne Collins segue a linha da ficção científica emoldurada com crítica social (a sociedade retratada na trama vive em condições de vida precária), colocando jovens para lutar em um futuro onde a máxima é se manter vivo, custe o que custar, em um torneio onde 12 jovens de distritos diferentes precisam matar uns aos outros até que sobre apenas um vencedor. A trama se assemelha em muitos aspectos a um dos filmes de sucesso mediano de Arnold Schwarzenegger, O Sobrevivente, de 1987, com a diferença que o longa de Arnoldão era muito mais violento e sangrento. Em Jogos Vorazes somos polpados de tanta sanguinolência, talvez uma forma de não afastar o público de Harry e Bella, acostumados a tramas mais suaves e açucaradas (principalmente a segunda). Um risco calculado que como entretenimento para os adolescentes cumpre sua função e de quebra capta outras faixas etárias. Jogos Vorazes tem poder de fogo para conquistar fãs do livro de Suzanne (e de suas contemporâneas Rowling e Meyer), assim como os que nem sequer leram as páginas da trama criada pela roteirista americana com elementos que devem agradar a gregos e troianos, como ação, romance e um humor kitsch para os que curtem esse tipo de gênero. A crítica social está presente, embora exista pouca explicação para o que de fato aconteceu e o que originou a situação ao qual a sociedade representada no filme passa. Mas a condução do filme faz com que isso pouco importe realmente. 


As atuações, apesar de irregulares, não comprometem o todo. Destaque para a ótima - isso não é novidade - Jennifer Lawrence (de Inverno na Alma e X-Men: First Class), que equilibra sua Katniss entre o doce e o selvagem, já que é uma adolescente que precisa ter ares de mulher madura para sua sobrevivência. A nota dissonante de Jogos são justamente as cenas de luta, que poderiam ser melhor elaboradas. E com a câmera frenéticamente conduzida, em nada ajuda a entender o que de fato está acontecendo nos momentos de ação. 


No mais, é esperar para ver como Jogos Vorazes se sairá nas bilheterias e suas sequências - que devem acontecer - serão desenvolvidas. Existe fôlego e material suficiente para isso. Resta saber se conseguirá manter a regularidade no seu desenvolvimento ou sofrerá com o desnível de Harry, que com diferentes diretores ao longo de seus episódios só encontrou unidade nos três últimos da série.

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