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29 de mar de 2012

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CRÍTICA: A NOVELA DAS OITO

Fotos/divulgação

Por André Moreira


Houve uma época em que o Brasil vivia sob o jugo e medo do regime militar. E houve também o estouro da Disco Music no país do samba. Curioso imaginar esses dois cenários na vida dos brasileiros em um mesmo momento. E mais interessante ainda imaginar um filme misturando esses dois temas. E eis que o que poderia render um roteiro de cinema ganhou forma e chega esse fim de semana às telas brasileiras. A Novela das Oito, primeiro longa de Odilon Rocha mistura esses dois cenários para falar sobre uma época em que o Brasil viveu dividido entre o cacete militar e as meias de lurex a la Sonia Braga na novela Dancin´ Days, trama de Gilberto Braga que conquistou os brasileiros na carona da febre da Disco Music americana. 


Dancin´ Days serve de pano de fundo para contar a história da prostituta Amanda (Vanessa Giácomo) e Dora (Claudia Ohana), que envolvidas em um incidente fatal, decidem rumar para o Rio de Janeiro e fugir de seus algozes, agentes do regime militar liderados por Brandão (Alexandre Nero). Juntas as duas seguem em fuga. Uma busca fazer as pazes com o passado. A outra viver sobre o brilho Disco da boate carioca mais badalada do momento, Dancin´ Days.
Vanessa Giácomo é a espevitada Amanda
 
O longa de Odilon Rocha tem um roteiro (premiado no último Festival do Rio) de fácil entendimento, bem dosado entre drama e ação, embora não esteja livre de problemas, como alguns momentos no melhor estilo trash e uma trama paralela desnecessária para o desenvolvimento do filme.

O elenco é apenas correto, mas Vanessa Giácomo se destaca entre todos com sua hilária Amanda e consegue uma boa química com Claudia Ohana, que faz um bom retorno ao cinema, décadas após ter estourado no veículo que a projetou. Alexandre Nero deve sofrer comparações com seu mais recente papel em uma novela (não é trocadilho), tamanha as semelhanças do tom do personagem que é o algoz das duas heroínas do longa. “A Novela das Oito” consegue o feito de garimpar pérolas da década “disco” em sua trilha sonora como As Frenéticas, o saudoso Ronaldo Resedá e a sumida diva Lady Zu. E só isso já vale o ingresso.

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