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28 de mar de 2012

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ELENCO DE “A NOVELA DAS OITO” SE REÚNE EM PRÉ-ESTREIA


Fotos/ André Moreira

Por André Moreira e Wanderson Awlis

Elenco, direção e convidados se reuniram na noite de ontem em um cinema da Zona Sul carioca para lançar o filme “A Novela das Oito”, primeiro longa do diretor Odilon Rocha. Estavam presentes os protagonistas Claudia Ohana, Vanessa Giácomo e Mateus Solano  que falaram da experiência de participar do filme que é uma homenagem as telenovelas brasileiras.


Para Claudia Ohana, a preparação foi intensa, apesar de ter vivido sua juventude naquele universo da década de 70.“Fiquei 3 meses me preparando para a personagem que é uma exilada política. Um período de ensaio, pesquisa e laboratório. Fiz visitas à pessoas que sofreram na ditadura, li e assisti muita coisa. Foi um processo longo, mas prazeroso. O que meu ajudou foi que na época eu tinha 15 anos e me recordo bem de como era toda a situação”. Disse ela que vive no longa Dora, que junto com Amanda, personagem de Vanessa Giácomo, foge rumo ao Rio depois das duas se envolverem em um incidente fatal. Tudo em meio ao regime militar e ao estouro da novela Dancin´ Days em 1978.


Vanessa Giácomo, que se destaca como a sonhadora prostituta Amanda, destacou o processo de criação de sua personagem. “O foco da minha personagem não é a prostituição. Não foi nisso que eu me apeguei. Apenas curti e com total desapego”. Explico ela, que fez uma intensa pesquisa antes de começar as filmagens. “O filme se passa em 1978, o que me exigiu pesquisa para saber o comportamento da época. Assisti absolutamente tudo. Inclusive muito material do "Dancin' Days", já que minha personagem é muito fã. E, apesar dos exageros, o mais difícil para mim foi encontrar um tom linear”. Completou.


Mateus Solano, conhecido por seus galãs nas novelas, vive seu primeiro personagem homossexual no cinema. Segundo ele, não teve nenhum pudor para protagonizar uma cena de beijo gay na tela grande. “Não tive dificuldade em beijar outro homem. Não vi problema e não foi uma cena difícil.  Não tenho pudores. A minha profissão me dá possibilidade de fazer coisas que eu não faço na minha vida. É por isso que eu amo isso”. Disse ele que acha que cada personagem tem sua história. “Todos os personagens desses filme tem um conflito, mas ao mesmo tempo passam por uma mudança. No filme o roteiro mostra que o Brasil está se revivendo”. Pondera.


Odilon Rocha, que estreia na direção de um longa depois de experiências em curtas-metragem falou sobre o cenário do filme e de ter uma novela como pano de fundo de sua história. “O filme começa em São Paulo, mas o foco é o Rio. É mais do que um cenário, é um personagem. A cidade ganha vida durante o longa. Foi maravilhoso reviver tudo de "Dancin' Days", a novela que foi uma homenagem à teledramaturgia brasileira”. 



 


   

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