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25 de jul de 2012

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CRÍTICA: BATMAN - O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE


O Homem-Morcego chega à sua última e apoteótica aventura nas mãos de Christopher Nolan

Por André Moreira

Quando topou embarcar no projeto de reboot de Batman, personagem que vinha de uma seqüência bastante irregular nos cinemas, Christopher Nolan tinha uma batata quente nas mãos. Redefini-lo nos cinemas definitivamente, reapresentá-lo para uma nova geração e apagar da mente do público dos quadrinhos e cinema o que havia sido feito de ruim com o personagem até então.

Conhecido por filmes fortes como Amnésia, o diretor tinha um personagem rico e com uma trajetória longa nos quadrinhos (o personagem foi criado nos anos 30 por Bob Kane), o que oferecia material suficiente para desenvolver não só um filme, mas vários. E Nolan, ao contrário dos outros cineastas que cruzaram o caminho do personagem, se alimentou dessa fonte, esmiuçou a cronologia do herói sombrio retirando o que havia de melhor criando assim a base forte do que viria a criar. Com isso Nolan acertou onde os outros diretores havia errado. Enxergou o personagem como ele realmente era e o transportou mais uma vez para as telas de cinema, não só o redefinindo, mas também apontando novas direções e possibilidades para as futuras adaptações dos quadrinhos para o cinema. E é o que comprova – não que precisa-se - a terceira e derradeira aventura do Cavaleiro das Trevas sob seu comando. Um fechamento digno do personagem e do que ele mesmo criou.


Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge não é só o um brilhante fechamento de uma franquia, é um maravilhoso escapismo que mistura a verve quadrinística, os elementos do bom cinema de ação, thriller e drama e excelentes atuações de seu elenco.

Abrindo o filme oito anos mais tarde com um Bruce Wayne (um Christian Bale cada vez melhor) enferrujado, depressivo e tentando emergir de um autoexílio, o terceiro longa apresenta dois vilões clássicos, mas modernizados em relação aos quadrinhos. Um deles é Selina Kyle (Anne Hathaway ), uma ladra low profile que ataca os ricos e em nada lembra a personagem personificada por Michelle Pfeifer no longa de Tim Burton (e isso é um ponto a favor). O outro é Bane (Tom Hardy), uma monstruosidade mascarada que atiça a fúria populista de Gotham, levando-a para destruição. Esqueça o péssimo Bane de Batman e Robin de Schumacher. Aqui a história é bem mais séria, felizmente. 


É fato que os dois juntos não somam o que o saudoso Heath Ledger fez com seu contagiante Coringa. Hathaway é o escárnio em pessoa e quase tão mortal quanto seus saltos altos serrilhados. E seu sarcasmo anti-elitista fornece os poucos momentos de humor do filme, somado a presença de um conhecido personagem dos dois filmes anteriores em uma inusitada participação. Hardy é o próprio tanque de guerra que invade o filme literalmente e uma mistura perturbadora de vilões de filme britânico, russo e alemão. É simplesmente a encarnação do terror. Marion Cotillard e Joseph Gordon Levitt são as novidades no elenco e trazem em seus personagens agradáveis surpresas (fique atento) nessa que é a derradeira aventura do Homem-Morcego sob o comando de Christopher Nolan.

Gary Oldman, Morgan Freeman e um emocional Michael Caine retornam à seus papéis para encerrar com chave de ouro uma história iniciada no já distante ano de 2005 e que encontra agora seu apoteótico fechamento. Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge é a definição máxima do personagem no cinema para esta e muitas outras gerações. Nota 10 com louvor.

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