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17 de jan de 2013

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CRÍTICA: DJANGO LIVRE


Com Django Livre, Quentin Tarantino mostra que ainda tem bala na agulha


Por André Moreira

Em seu último filme, "Bastardos Inglórios", Quentin Tarantino criou a sua própria história alternativa, utilizando um título e uma estética inspirada por um obscuro filme B. E agora ele faz a mesma coisa com Django Livre (Django Unchained), filme que estréia nesta sexta, 18. Na verdade o novo filme de Tarantino é mais inspirado que "Bastardos", e faz a diferença na carreira do diretor de Kill Bill. Django representa o amadurecimento de Tarantino e mostra que ele hoje domina como ninguém qualquer gênero e ainda os subverte ao seu gosto. E ao público resta se deliciar com as loucuras propostas e bem executadas por um Tarantino inspirado e arrebatador que nos entrega um filme em que violência e humor negro andam juntos e de mãos dadas.


Ao longo de sua impressionante carreira, Tarantino recorreu ao seu amor por clássicos grindhouse e filmes B. Em Django o diretor consegue reunir esses elementos ao do faroeste Spaguetti, um bang bang à italiana com a marca de ultra violência que só ele consegue desenvolver na telona. "Django" não tem a complexidade afiada de "Pulp Fiction", mas é habilmente ritmado.
O verdadeiro “gênio” de Django Livre é olhar firme de Tarantino para a cultura da brutalidade desumana construída nos Estados Unidos tempos atrás e que de certa forma ainda existe. Um que salta aos olhos também é o interessante contraste entre Django Unchained com Lincoln de Spielberg, que vê a escravidão através dos olhos dos políticos. A visão de Tarantino sob escravidão é visceral, feia e chocante, e por isso, extremamente impactante. 

 
E o elenco muito bem escalado ajuda a contar essa história de forma brilhante. Jamie Foxx (Django) e Kerry Washington (Broomhilda) são a alma e o coração do filme. Christoph Waltz, à exemplo de Bastardos, está perfeito e faz uma ótima dobradinha com Foxx. Na verdade Waltz empresta brilho para o personagem de Foxx. Leonardo Di Caprio e Samuel L. Jackson são o ponto alto do filme. Jackson inclusive está em seu melhor papel em décadas, vale destacar. Di Caprio dispensa comentários. Um ator perfeito que se destaca no filme assim que surge na tela graças ao seu talento e magnetismo.
Tarantino parece ter encontrado em Robert Richardson um diretor de fotografia a altura de Sally Menke, parceira de longa data que morreu inesperadamente em 2010. Na sua concepção e realização, Django é um excelente sucessor de Bastardos Inglórios e enriquece a filmografia de Quentin. 

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