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25 de fev de 2013

ARGO É PREMIADO MELHOR FILME E AS AVENTURAS DE PI SURPREENDE

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Ben Affleck recebe a estatueta por Argo, premiado como melhor filme
Por André Moreira

Uma noite com algumas surpresas na cerimônia do Oscar 2013 deram o tom da festa. Em uma edição das mais políticas de sua história, a academia parece não ter se empolgado com o tão comentado Lincoln de Spielberg e pouco premiou o diretor de E.T. na noite de ontem. Ainda esperançoso em levar o prêmio de melhor diretor pelo filme que contou a luta do Presidente Lincoln para abolir a escravatura nos Estados Unidos, Steven Spielberg viu sua tão desejada estatueta ir para as mãos de Ang Lee, diretor de As Aventuras de Pi, filme que surpreendeu mais do que o esperado, levando vários prêmios.
Argo ratificou seu sucesso em outras premiações e levou a estatueta de Melhor Filme. Daniel Day-Lewis levou o prêmio de melhor ator, o que não era exatamente uma surpresa. Um pena para Hugh Jackman, que merecia sim o prêmio por seu inesquecível desempenho em Les Miserábles. Pelo menos Anne Hathaway levou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por sua atuação no musical. Christoph Waltz fez história e levou pela segunda vez o oscar de ator coadjuvante por Django Livre. Segunda vez indicado, segunda vez premiado. O ótimo filme de Tarantino levou ainda o prêmio de melhor roteiro original. O destaque noite foram as apresentações de Shirley Bassey, cantando a célebre Goldfinger em homenagem aos 50 anos de 007, a queda de Jennifer Lawrence ao receber o oscar de melhor atriz por O Lado Bom da Vida (coitada, mas quem mandou usar aquele mega vestido?), a apresentação morna de Adele cantando Skyfall, o empate entre 007 - Operação Skyfall e A Hora Mais Escura na categoria edição de som e a aparição da Primeira Dama Michele Obama via telão para apresentar o prêmio de melhor filme. Teve gente apostando que Lincoln levaria, mas não foi o que aconteceu. Argo, que mesmo sem ter seu diretor Ben Affleck indicado na categoria de melhor diretor, levou o principal prêmio da noite, atestando aí que quando se trata de premiação, a academia sabe ser muito política.  Veja abaixo a lista dos premiados:

Filme: “Argo”, de Ben Affleck

Diretor: Ang Lee (“As aventuras de Pi”)

Atriz: “Jennifer Lawrence (“O lado bom da vida”)

Ator: Daniel Day-Lewis (“Lincoln”)

Atriz coadjuvante: Anne Hathaway (“Os miseráveis”)

Ator coadjuvante: Christoph Waltz (“Django livre”)

Roteiro original: “Django livre”

Roteiro adaptado: “Argo”

Filme estrangeiro: “Amor”, de Michael Haneke (Áustria)

Fotografia: “As aventuras de Pi”

Montagem: “Argo”

Figurino: “Anna Karenina”

Maquiagem e penteado: “Os miseráveis”

Documentário: “Searching for Sugar Man”, de Malik Bendjelloul

Longa de animação: "Valente", de Mark Andrews, Brenda Chapman e Steve Purcell

Efeitos especiais: “As aventuras de Pi”

Trilha sonora: “As aventuras de Pi”

Canção original: “Skyfall”, de “007 — Operação Skyfall”, de Adele

Direção de arte (Design de produção): “Lincoln”

Curta-metragem de ficção: "Curfew", de Shawn Christensen, “Paperman” (animação) e “Inocente”, de Sean Fine e Andrea Nix (documentário)

Mixagem do som: “Os miseráveis”

Edição de som: “007 — Operação Skyfall” e “A hora mais escura” (empate)

4 de fev de 2013

BEYONCÉ SERÁ A GRANDE ATRAÇÃO DE ABERTURA DO ROCK IN RIO

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Por André Moreira

Depois Bruce Springsteen, Metallica e Iron Maden serem anunciados, agora mais um nome de peso entrou para a lista de atrações do Rock in Rio 2013. A diva da soul music Beyoncé anunciou na noite de ontem - mesmo dia em que fez o show na final do SuperBowl - que será a grande atração de abertura do festival que acontece entre os dias 13 e 22 de setembro no Parque dos Atletas. Beyoncé, que já havia se apresentado em terras brasileiras em 2010 - foi uma das mais votadas na enquete promovida pela produção do evento. Os fãs terão seu desejo realizado quando a Diva subir ao palco no dia 13 de setembro.

1 de fev de 2013

CRÍTICA: O LADO BOM DA VIDA

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Por André Moreira

Entre todo o burburinho de prêmios e elogios da crítica que saudou o lutador em 2010, parecia haver uma questão fundamental: será que o sucesso poderia estragar o talento do diretor David O Russell?
O lutador não só deu ao roteirista e diretor seu sucesso maior bilheteria até hoje (desbancando seu maior hit anterior, Três Reis), mas lhe deu o seu primeiro filme elogiado e premiado por público e crítica. Se em O Lutador havia ali de certa forma uma família desajustada e lutando para se equilibrar entre um mar de frustações, em O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook) a história não é tão diferente, mas eficiente na hora de dosar as cargas de drama e comédia, ao contrário de seu predecessor, um filme mais barra pesada se compararmos com esse novo e ótimo trabalho de David. A mão certeira do diretor fica evidente quando todos os personagens estão dividindo a cena, onde o texto surge em profusão e sem lapidação, o que torna o filme bem próximo da realidade. Quem já não se viu na mesma situação? Difícil qualquer espectador não se identificar com as situações ali expostas.




O Lado Bom da Vida é um daqueles filmes onde tudo se encaixa. A trama, o elenco e uma direção afiada e sensível. Mas o trunfo principal do diretor David O. Russel  está na dupla de protagonistas Jennifer Lawrence (indicada ao Oscar de melhor atriz por ese papel) e Bradley Cooper (indicado ao Oscar de melhor ator). A química entre o casal é fascinante.
Jennifer Lawrence já havia chamado a atenção por sua atuação em O Inverno da Alma, filme que lhe valeu uma indicação ao Oscar à exemplo desse ano. A atriz domina de forma primorosa a cena dando o tom certo nos momentos de instabilidade emocional de sua Tifanny indo da sutil comédia ao drama com a mesma propriedade. Seu talento salta aos olhos. Não é a toa que foi nominada mais uma vez e arrebatou outros prêmios por onde passou.  
 

Bradley Cooper soube agarrar sua chance de mostrar que seu talento vai além da franquia Se Beber Não Case e assim como Jennifer mostra maturidade em um trabalho difícil para qualquer ator. Bradley aliás já havia feito isso em outro filme menos cotado, Sem Limites. Talvez ali estivesse o embrião do que podemos ver em O Lado Bom da Vida. Apesar de seu agora inegável talento, não creio que seja páreo para Daniel Day-Lewis e Hugh Jackman na corrida pelo Oscar, mas o fato de ter sido nominado já mostra ao que veio. Espero que saiba escolher seus próximos projetos daqui para frente.
David O. Russel pode não levar o Oscar de melhor filme por O Lado Bom da Vida, mas isso não deve diminuir a força de seu trabalho que deve envelhecer bem com o passar dos anos.
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CRÍTICA: LES MISERÁBLES (OS MISERÁVEIS)

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Por André Moreira

Sem a estética pop de seu antecessor de sucesso Moulin Rouge, mas com igual superprodução, Les Miserábles (Os Miseráveis em português) chega aos cinemas brasileiros prometendo fazer bonito nas bilheterias assim como tem feito mundo afora, tal qual fez durante décadas nos palcos, sendo um dos mais famosos e conhecidos musicais de que se tem história.

Chegar ao bom desempenho que se vê na tela, Tom hooper  se valeu de um ótimo elenco milimetricamente preparado para a tarefa de cantar sem subterfúgios na grande tela e garantir à sua versão para o cinema a mesma conhecida qualidade vistas nos palcos ao longo das últimas décadas. 


Desse elenco maravilhoso destacam-se a já premiada por sua atuação Anne Hathaway. Uma Diva na tela que mostra como tem amadurecido a cada trabalho. Apesar de uma curta participação, Anne se destaca e se torna, a sua maneira, na alma do filme. Seu companheiro Hugh Jackman não é menos talentoso. Ao contrário. Com sua firme atuação como Jean Valjean, Hugh ao meu ver é o único no páreo para desbancar o Lincoln de Daniel Day-Lewis na corrida pelo Oscar. Seu Jean transpira emoção na medida certa. O único que destoa “musicalmente” nesse estrelado elenco é Russel Crowe. O ator que já nos brindou com bons papéis e se notabilizou com seu Gladiador definitivamente não tem “gogó” para segurar suas cenas em um filme totalmente cantado. Essa é a única ponta solta em um filme que apesar de ter uma desnecessária longa duração, mostra que a transposição de um musical do palco para a tela grande é possível e Les Miserábles mostra que o gênero ainda tem fôlego de sobra no cinema e que existe muito além de um Moulin Rouge. Les Miserábles não é só um espetáculo musical, mas também visual.

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