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1 de fev de 2013

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CRÍTICA: LES MISERÁBLES (OS MISERÁVEIS)


Por André Moreira

Sem a estética pop de seu antecessor de sucesso Moulin Rouge, mas com igual superprodução, Les Miserábles (Os Miseráveis em português) chega aos cinemas brasileiros prometendo fazer bonito nas bilheterias assim como tem feito mundo afora, tal qual fez durante décadas nos palcos, sendo um dos mais famosos e conhecidos musicais de que se tem história.

Chegar ao bom desempenho que se vê na tela, Tom hooper  se valeu de um ótimo elenco milimetricamente preparado para a tarefa de cantar sem subterfúgios na grande tela e garantir à sua versão para o cinema a mesma conhecida qualidade vistas nos palcos ao longo das últimas décadas. 


Desse elenco maravilhoso destacam-se a já premiada por sua atuação Anne Hathaway. Uma Diva na tela que mostra como tem amadurecido a cada trabalho. Apesar de uma curta participação, Anne se destaca e se torna, a sua maneira, na alma do filme. Seu companheiro Hugh Jackman não é menos talentoso. Ao contrário. Com sua firme atuação como Jean Valjean, Hugh ao meu ver é o único no páreo para desbancar o Lincoln de Daniel Day-Lewis na corrida pelo Oscar. Seu Jean transpira emoção na medida certa. O único que destoa “musicalmente” nesse estrelado elenco é Russel Crowe. O ator que já nos brindou com bons papéis e se notabilizou com seu Gladiador definitivamente não tem “gogó” para segurar suas cenas em um filme totalmente cantado. Essa é a única ponta solta em um filme que apesar de ter uma desnecessária longa duração, mostra que a transposição de um musical do palco para a tela grande é possível e Les Miserábles mostra que o gênero ainda tem fôlego de sobra no cinema e que existe muito além de um Moulin Rouge. Les Miserábles não é só um espetáculo musical, mas também visual.

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